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Especial Impressão Fine Art

Como imprimir imagens digitais com qualidade artística?
Por Maria de Castro

Imprimindo Fine Arte ou Giclée

Muitos artistas tem aproveitado o amadurecimento da tecnologia de impressão digital para expandir os limites do seu trabalho.
No Brasil o termo Giclée tem sido utilizado desde os anos 1990 para denominar o processo de digitalização de uma obra de arte e posterior impressão através do processo de jato de tinta. O termo giclée significa ducha ou chuveiro em francês, e é utilizado na França como sinônimo de tecnologia ink jet.


acima, "O Beijo", de Rubens Gerchman


No Estados Unidos o mesmo processo pode receber outro nome. Normalmente é dada enfâse apenas na fase de impressão. Dessa maneira o processo de impressão de imagens artísticas utilizando equipamentos especiais e tintas de arquivamento (alta durabilidade) é conhecido como Fine Art Printing.

Existe alguma confusão também com o termo "digigrafia" ou gravura digital.
Na realidade o termo "Gravura Digital" é um nome genérico dado a expressôes artísticas de caráter gráfico é que possam ser reproduzidas à partir das novas tecnologias de impressão sobre superfícies bidimensionais. Também chamada de Digigrafia, a idéia tem se tornado comum nos trabalhos dos artistas contemporaneos.

Simplificando um pouco a coisa, podemos dizer que uma gravura digital ou digigrafia é uma reprodução de uma imagem artística sobre papel onde a tecnologia utilizada pode ser o jato de tinta ou a impressão a laser.

Muitos artistas tem feito originais em desenho ou pintura para em seguida serem digitalizados e reproduzidos em papel com impressão digital. A digitalização desse materiais geralmente é feita em scanners de alta resolução mas ultimamente tem sido comum o uso de cameras fotográficas digitais.

Segundo o artista Ricardo Hage do ponto de vista da arte contemporânea não há muito sentido em se fazer uma separação muito rígida entre essas categorias, "até porquê existe muito pouca diferença de processo e de tecnologia na implementação do que se considera o processo de Giclée, impressão FIne Art ou digigrafia".

Segundo ele, que imprime seus trabalhos através da
Inter D Comunicação Visual, empresa especializada nesse tipo de impressão, "Muitos artistas plásticos tem experimentado essa nova possibilidade apesar do alto custo, produzindo obras de arte através da plotagem jato de tinta em suportes tradicionalmente artísticos, como papéis Fabriano, Hahnemulle e Canson".


acima, "Homem Mecânico", FIne Art Print de Ricardo Hage

Atualmente é possível criar impressões artísticas em grandes dimensões até o tamanho A0 (84,1 cm x 120cm). Também é possível fazer impressões panorâmicas (120 cm pelo comprimento total do papel, normalmente 30m).

A origem das imagens pode ser a mais diversa: fotografias, pinturas e desenhos convencionais, pinturas e desenhos digitais ou manipulação em computação gráfica.

As tintas atuais contam com garantia de durabilidade fotográfica (maior que 200 anos) e grande gama de cor. As melhores impressoras chegam a trabalhar com 12 cores e 5 tons diferentes de preto.

Os arquivos não necessitam necessariamente ser de altíssima resolução. Dependendo do software de controle utilizado ou da linguagem artística desejada o resultado pode ser muito satisfatório mesmo com arquivos de imagem de baixa resolução.

Quanto a preços, como qualquer produto de alta qualidade, a impressão Fine Art é bem mais cara que as formas de impressão tradicionais. Quase todas as empresas tem preço mínimo por volta de R$400,00/m2 (est.2012) e dependendo do material e das perdas ocasionadas pela necessidade de cortes pouco comuns esse custo pode até triplicar. É comum também que as empresas trabalhem com módulo mínimo de impressão em 1m2 ou que trabalhem apenas em dimensões predeterminadas.

Rubens Gerchman, artista consagrado pela crítica recentemente falecido, produziu sua última série de trabalhos à partir de obras anteriores modificadas por computação e impressas por jato de tinta em papel artístico.

A exploração das possibilidades tecnológicas da impressão digital está apenas começando e o artista visual tem que estar preparado para esse novo mundo
Blog do ArtePrática
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