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Valérie Dantas Mota é uma jovem artista em ascensão nos mercados de arte do Brasil e da Europa. Atualmente participa da exposição "Da CIdade para a CIdade", evento promovido pelo Centro Cultural São Paulo para comemorar o aniversário da cidade. Em sua trajetória Valérie nos mostra um bom exemplo de como é a vida de um artista na busca pela construção de um trabalho consistente em Artes Plásticas e por seu reconhecimento profissional.


ArtePrática: Como você iniciou sua carreira?

Valérie Mota: Desde pequena eu gostava de desenhar e fazer objetos, como pulseiras, cadernos... Frequentava um curso de artesanato com senhoras da "terceira idade", eu adorava. Nesta época, pensava em ser Estilista, ganhava revistas de moda e arriscava alguns desenhos de roupas. Na minha adolescência, quando entrei no primeiro colegial, decidi fazer um curso de desenho. Meu pai pediu umas indicações para uma colega de trabalho e ela indicou um curso no atelier de Geórgia Kyriakakis. Foi um presente. Minha formação em Artes Plásticas começou nesse curso que durou dois anos. Nes sa época decidi prestar o vestibular em Artes Plásticas. Me formei na Faculdade Santa Marcelina, onde obtive uma sólida formação e onde comecei minha carreira expondo já no terceiro ano letivo.

ArtePrática: Para você foi importante participar de salões de artes plásticas e exposições de jovens artistas?

Valérie Mota: Participei de alguns salões , dentre eles o do Centro Cultural São Paulo , e de várias exposições de jovens artistas. Faço parte dessa categoria, "jovem artista". Todas essas experiências foram muito importantes para o desenvolvimento do meu trabalho, já que fiz muitos contatos, conheci outros artistas e aprendi a lidar com o espaço expositivo, montagens e tudo que está em torno da organização de uma exposição.


Torpor, fotografia, 67x100cm, 2006

ArtePrática: Atualmente você está desenvolvendo que espécie de trabalho artístico?

Valérie Mota: Atualmente trabalho com imagens manipuladas no computador e esculturas em tecido.


ArtePrática: O que achou de sua recente experiência na Europa?

Valérie Mota: Em 2004 passei quatro meses em Paris . Foi uma experiência muito importante. Fui fazer cursos, visitar museus e galerias e procurar contatos no meio das Artes Plásticas. Durante esse período fui convidada para participar de uma exposição na Galeria Artcore em Paris. Esse convite veio através do contato que a galeria fez com um grupo de artistas do qual faço parte (Linha Imaginária – Projeto de Intercâmbio Cultural). Vim para o Brasil fazer os trabalhos e voltei a Paris para montar a exposição. Nesta segunda viagem resolvi ficar mais três meses para fazer novos contatos . Foi ótimo, acabei sendo convidada para mais duas exposições na Alemanha.


Casata, escultura em tecido, 10 x 1,20 x 0,15m, 2005
Foto do trabalho na Galeria Artcore, Paris


ArtePrática: Em sua opinião quais diferenças existem entre o mercado de arte brasileiro e europeu?

Valérie Mota: Na minha opinião, como iniciante na carreira, acho que na Europa, como a Cultura é mais difundida, muitas pessoas compram Arte, não só os especialistas, críticos e colecionadores, mas as pessoas comuns de classe média e classe alta. Então, os preços não são tão altos para o padrão de vida lá, digo isso para trabalhos de jovens artistas. Acho que lá , como a Arte é muito respeitada e acessível, não é tão difícil comercializá-la.


Fevereiro de 2005

Blog do ArtePrática
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