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Nascido em Petrópolis, RJ, Roberto Bellonia já aos 16 anos fazia charges e fotografias para o Jornal Diário de Petrópolis. Sua mãe Ducynéa pintava porcelana e tecido, sua irmã Regina pintava retratos em carvão e lápis e ou outra irmã Rita é uma conhecida artista plástica em Itaipava onde tem o seu ateliê. Com a ida para o Rio de Janeiro estudou publicidade e começou a fazer diversos trabalhos em fotografia para assessorias de imprensa e publicidade, mas o gosto pelas artes plásticas sempre falava mais alto. Iniciou então um trabalho em fotografia de obras de arte e assim conseguiu aliar o prazer de estar perto dos criadores com a técnica de fazer fotografias. Seu slogan é “ fotografar obras de arte é captar o momento mágico da criação dos seus autores”
Site do fotógrafo:
www.bellonia.com.br



O fotógrafo trabalhando na HW Gallery, USA


ArtePrática: Como você iniciou sua carreira?

Roberto Bellonia: Minha carreira começou em Petrópolis no Jornal Diário de Petrópolis, onde aos 16 anos publicava fotos de eventos. Aos 18 vim para o Rio estudar Publicidade, na Facha. Desde então tenho estudado fotografia e trabalhado por conta própria ou em parcerias.


ArtePrática:Como foi sua experiência internacional?

Roberto Bellonia: Em 1988 um artista plástico americano chamado Thomas Greenough estava procurando um fotógrafo para fazer um book de seus trabalhos para uma exposição no Kraft Museum em Nova Iorque. Fiz o trabalho e fui com ele para os Estados Unidos. Anos depois sua irmã , a Sra. Lauren Greenough inaugurou uma das mais importantes galerias de arte americanas, HW Gallery em Naples, Flórida. Desde então viajo frequentemente para lá para fotografar as peças que vão fazer parte da exposição anual, que inclui Miró, Picasso, Rausnchenberg, Frank Stella, Andy Wharhol e outros. Tive assim o privilégio de estar no ateliê de grandes artistas como Raunschenberg e Don Gummer, marido da atriz Merryl Streep.



Roberto Bellonia


ArtePrática:Existem muitas diferenças de trabalho entre o mercado americano e o brasileiro?

Roberto Bellonia: Nesta galeria os compradores são na verdade investidores. Que querem obras clássicas para investir valores muito altos e ter a obra como patrimônio familiar. Aqui no Brasil eu conheci pessoas que amam a arte plástica contemporânea como o advogado Paulo Vieira , que além de colecionador é mantenedor do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.


ArtePrática:Quais as maiores dificuldades para se fotografar uma obra de arte?

Roberto Bellonia: Um dos maiores desafios é manter as cores ou texturas originais, já que no meu caso eu passei pelo teste máximo que foi ter Robert Rauschenberg, o maior ícone da arte contemporânea americana comparando minha foto ao lado do seu quadro original. Felizmente ele elogiou muito o meu trabalho. Cada cor foi criada e pensada. Seria terrível distorcer uma tonalidade que foi elaborada pelo seu criador.

ArtePrática:O uso da fotografia digital em seu trabalho é bem aceito pelos artistas plásticos?

Roberto Bellonia: A fotografia digital para obras de arte não existe nas publicações americanas ou européias. Os editores exigem cromos de grande formato além de cobrar que cada foto tenha ao lado a tabela de controles de cores e tonalidades. Recentemente eu publiquei oito páginas na revista francesa Larchicteture Daujourd Hui que tem editores super exigentes. Eles mandam uma lista de exigências de como querem os cromos. Assim foi também com a revista Orient Express, que circula nos hotéis mais chiques do mundo.


Carlos Alberto Parreira e o artista Romero Brito ao lado de Roberto Bellonia


ArtePrática:Qual é a importância, para o artista plástico, de uma fotografia especializada em artes plásticas?

Roberto Bellonia: O artista leva muito tempo criando e produzindo a sua obra. Cada cor, forma ou luninosidade é para ele o fruto da sua pesquisa e criatividade. Portanto ele quer que o fotógrafo reproduza exatamente o que ele criou. Daí os artistas serem tão exigentes. É uma relação de respeito e confiança entre ambos.

Dezembro de 2005

Blog do ArtePrática
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