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Camila Carrossini é uma jovem artista, que vende seus trabalhos na Feira de Artes e Artesanato da Praça da República, em São Paulo.
Em 2005 ela formou-se no bacharelado em Artes Plásticas da Faculdade Santa Marcelina e, nesta entrevista, ela nos conta como é conviver nesses dois ambientes tão distintos, que são o mercado de artesanato e a pesquisa em arte contemporânea.
Por Eliana Del Bianco Alves


A artista Camila Carrossine

ArtePrática: Como você iniciou sua carreira?

Camila Carrossine: Eu estudava violino e queria fazer o curso de música na Usp, para tanto precisava pagar um cursinho. Na ocasião minha mãe vendia telas decorativas para uma amiga e tivemos juntas a seguinte idéia: eu, que sempre gostei de pintar e desenhar, poderia pintar algo e minha mãe venderia. A coisa toda foi tomando proporções tão grandes que parei com a música para me dedicar à pintura. Daí o interesse em fazer um curso superior de artes plásticas.

ArtePrática: A Faculdade de Artes Plásticas foi importante para você?

Camila Carrossine: Foi muito importante, abriu-se um mundo de possibilidades, hoje penso que todo mundo deveria fazer uma faculdade. O principal, pra mim, foi ser instigada a pensar sobre o que faço; comecei a refletir sobre meu trabalho comercial e percebi que ele é importante, mas não o suficiente. Aprendi a separar o trabalho que faço para vender do trabalho que é uma decorrência de pesquisas artísticas na esfera contemporânea.


Referência 03, 2005


ArtePrática: Como seu trabalho era visto no meio acadêmico?

Camila Carrossine: Com muito preconceito, muita gente me olhou torto. No início fiquei chateada com a situação, mas com o tempo fui superando.

ArtePrática: E qual a sua opinião sobre o assunto?

Camila Carrossine: Hoje é claro pra mim, tenho um trabalho decorativo, que gosto de fazer e que me permite pagar as contas, fazer novos cursos e comprar material para minha produção pessoal (no qual procuro uma realização enquanto artista). É um trabalho como qualquer outro, com a vantagem que controlo meu tempo, não vejo nada de errado com isso.

ArtePrática: Depois do curso, seu trabalho mudou?

Camila Carrossine: O trabalho decorativo mudou pouca coisa. Penso que melhorou, mas devido à pratica diária e não devido ao curso. O curso foi importante pra mostrar que esse trabalho não bastava pra mim.


Referência 02, 2005


ArtePrática: O que você tem produzido atualmente? Seu trabalho tem uma temática?

Camila Carrossine: O meu trabalho pessoal tem crescido bastante, estou dedicando mais tempo a ele, agora que terminei a faculdade. Estou trabalhando num ateliê livre com o professor Marco Giannotti, tenho feito pinturas, acrílico sobre tela. Quanto à temática, sempre tive influência da engenharia e arquitetura, e por eu viver numa cidade imensa como São Paulo, com grandes edifícios, penso que questões de escala, geometria, espaço urbano já estão enraizadas em meu trabalho.


Vermelhança, 2005

ArtePrática: Quais seus planos e projetos para o futuro?

Camila Carrossine: Nesse ano o plano é produzir, tanto o trabalho comercial como o pessoal/artístico contemporâneo. Estou mandando trabalhos para salões e vou, em breve, fazer meu mestrado.

ArtePrática: O que você diria para quem está iniciando a carreira artística?

Camila Carrossine: Faça o que fizer, mas mantenha-se aberto a novas possibilidades.

Visite o site da artista em:
http://www.camilacarrossine.com.br/

Março de 2006

Blog do ArtePrática
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